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Bienal de SP no MON reúne lideranças negra e indígena em debate sobre território e resistência

Na véspera da abertura oficial da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo em Curitiba, o miniauditório do Museu Oscar Niemeyer recebeu, no dia 18 de março, uma ação educativa que antecipou os principais debates da mostra. Promovido pela Fundação Bienal de São Paulo, o encontro reuniu a curadora Anna Roberta Goetz, a liderança indígena Juliana Kerexu e Mestre Kandiero, em uma roda de conversa marcada por reflexões sobre território, cultura e direitos.

Realizada como parte do programa educativo da 36ª Bienal de São Paulo, a atividade funcionou como uma espécie de abertura simbólica da exposição em Curitiba. Mais do que apresentar conceitos, o encontro buscou estabelecer um diálogo direto com o território local — proposta central da Bienal nesta edição.

A presença de Anna Roberta Goetz reforçou o papel da curadoria como mediadora entre o projeto global da Bienal e as especificidades do Paraná. Responsável pelo recorte apresentado na capital paranaense, a curadora tem desenvolvido uma abordagem centrada nas relações entre solo, território e pertencimento, eixo que também atravessa a exposição montada no MON. Ao lado dela, Juliana Kerexu trouxe a perspectiva dos povos originários, enquanto Mestre Kandiero contribuiu com reflexões ancoradas na valorização da cultura afro-brasileira no estado.

Ainda que não haja registro detalhado das falas, o caráter dos participantes e o contexto da Bienal permitem afirmar que o encontro foi atravessado por uma forte defesa dos direitos das populações indígenas e negras, além de discussões sobre memória, identidade e resistência.

Bastidores

O encontro no miniauditório revelou um aspecto importante — e muitas vezes pouco visível — da Bienal: sua dimensão pedagógica e política para além da exposição.

Antes mesmo da abertura ao público, a Fundação Bienal de São Paulo aposta em momentos como esse para:

  • formar público
  • provocar reflexão
  • criar vínculos com o território

A escolha dos convidados não foi casual. Ao reunir uma curadora internacional, uma liderança indígena e uma referência da cultura afro-brasileira no Paraná, a atividade construiu um espaço de escuta plural — alinhado ao conceito da Bienal de “humanidade como prática”.

O Perfil Azeviche esteve presente na atividade, acompanhando de perto o encontro e registrando o momento por meio de fotografias produzidas por Bruna Silva (veja as imagens, abaixo). A cobertura buscou captar não apenas os discursos, mas também a atmosfera do evento, marcada por troca, atenção e construção coletiva de sentido.

Esse tipo de ação evidencia uma mudança no papel das grandes exposições de arte contemporânea: mais do que exibir obras, elas passam a atuar como plataformas de debate público.

Serviço e contexto

A ação educativa ocorreu no dia 18 de março de 2026, um dia antes da abertura oficial da itinerância da 36ª Bienal de São Paulo no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. A exposição integra o programa de mostras itinerantes da Bienal e segue aberta ao público até junho.

Fontes utilizadas:

Informações obtidas junto à 36ª Bienal de São Paulo, seu programa educativo e sua itinerância em Curitiba, incluindo dados institucionais da Fundação Bienal de São Paulo e do Museu Oscar Niemeyer.

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